12º Capitulo:
Enquanto me arrumava para sair finalmente daquele sitio pensava em como é que em tão pouco tempo um desejo de anos se tinha concretizado, eu por fora não mostrava tanto, mas por dentro estava eufórica com o que tinha acontecido há uns minutos atrás na casa de banho, mesmo mostrando a minha felicidade por fora, por dentro estava mil vezes melhor, mil vezes mais eufórica, sinceramente não sei explicar o que sentia naquele momento, era uma mistura de felicidade, euforia, mas ao mesmo tempo também medo, medo de que ele me magoa-se porque já conhecia bem de mais a sua fama de mulherengo, mas mesmo assim decidi deixar-me levar, ver até onde durava esta relação. Nunca fui de namorar muito, sempre dei mais importância á minha independência, mas o que eu sentia pelo Tom nunca tinha sentido por namorado nenhum, o que eu sentia por ele era amor com sexo o que já não existia muito entre os casais de hoje em dia e nós somos muito parecidos em muita coisa, gostamos da mesma musica, das mesmas cores, das mesmas comidas, ambos não gostamos de exercício nem de ler, ambos temos o vicio de fumar, gostamos das mesmas bebidas e gostamos do mesmo tipo de dança, no fundo sentia-me verdadeiramente alma gemia dele. Quando dei por mim estava especada a olhar o meu reflexo no espelho do WC do meu quarto e perguntava-me o que é que ele tinha visto em mim e se era apenas o meu corpo que ele tinha cede de tocar, ok tinha um peito grandinho, bem formado, tinha um rabo redondinho, mas também grandinho, tinha curvas muito bem formadas, mas mesmo assim perguntava-me se ele só tinha visto isso em mim, curvas bem definidas. Eu não quero que ele me veja apenas assim, quero que ele veja a pessoa que eu sou realmente, eu sei os atributos que tenho por fora, mas sei principalmente os atributos que tenho cá dentro e posso jurar que são muito melhores do que os de fora. De repente sou acordada dos meus pensamentos ao baterem á porta.
-Já vou. Digo vestindo a ultima peça que restava.
-Rita despacha-te, o médico já está aqui. Diz o Tom do outro lado da porta.
-Ok Tom já vou. São só dois minutos. Grito arranjando um pouco o meu cabelo.
-Ok. Diz ele.
Depois de estar finalmente pronta voltei costas ao meu reflexo e levei a minha mão a maçaneta da porta, rodando a minha mão ligeiramente para a direita e puxei a porta para mim, ela abriu-se. Quando saí do WC vi o Tom a falar com o médico, mas logo que me viu veio ao meu encontro e depositou um leve beijo nos meus lábios.
-Estas bem, linda? Pergunta-me ele.
-Estou. Porque não deveria estar? Pergunto.
-Não sei. Demoras-te tanto tempo lá dentro. Afirma ele.
-Oh, desculpa meu crido, é que eu por momentos perdi-me nos meus pensamentos. Digo.
-Adorava saber o que estives-te a pensar. Diz colocando os seus lábios ao lado do meu ouvido direito.
-Um dia conto-te. Digo sorrindo.
Depois disso desloquei-me até onde o doutor que se encontrava ao pé da porta do quarto.
-Então doutor, posso ir-me embora? Pergunto.
-Claro que sim menina Rita, mas junto com a sua alta vai uma receita de um soprei que deverá por sempre que lhe der essas dores na perna e quando isso acontecer deverá esperar, repousada que o soprei faça o seu enfeito, ok? Pergunta o doutor.
-Ok doutor, tudo bem. Digo.
-Eu tomo conta dela doutor! Diz Tom sorrindo.
-Muito bem! Tem aqui a sua receita e a sua alta levanta lá fora. Diz o doutor colocando-me uma folha branca na mão.
-Obrigada doutor! Agradeço, apertando a mão ao Sr. de bata branca.
-De nada, ora essa, é o meu trabalho. Retribui o aperto de mão.
Depois de agradecer é a vez do Tom, também ele agradece a hospitalidade ao doutor e logo de seguida sai-mos do quarto e dirigimo-nos até ao elevador, o Tom após entrar-mos no elevador e as portas se fecharem coloca-me contra uma das paredes do mesmo e começou a beijar-me com paixão e fúria. Eu estava encantada e como é obvio queria aquilo e muito mais, mas tive de resistir e afastei-o.
-O que é que se passa? Pergunta confuso.
-Não fiques com essa cara. Eu também quero e muito, mas aqui é muito mau. Estamos num elevador e ainda por cima de um hospital, pode entrar alguém a qualquer momento e ver-nos nestes preparos, não seria muito agradável. Digo vendo a cara dele triste.
-Acho que tens razão, mas eu QUERO tanto terminar o que começa-mos á pouco. Diz com o olhar cheia de desejo.
-Então, mas nós vamos terminar e recomeçar as vezes que TU quiseres. Eu também quero tanto como tu, Tom. Espera mais um pouco e garanto-te que não te vais arrepender, lá sim eu vou mostrar-te como realmente sou. Digo com malícia.
-Ai, eu não acredito, tu assim vais deixar-me louco! Diz voltando a beijar-me.
-Tom, pára! Aguenta! Vais ver que ao aguentares tudo vai sair muito melhor do que tu pensas. Digo rindo e agora sou eu que o beijo, mas rapidamente paro, mas de propósito.
-Realmente queres deixar-me louco! Muito bem, como queiras, mas depois não te queixes. Diz fazendo cara de amuado.
-Tenho a certeza que não me vou arrepender NADA. Digo isto muito pausadamente olhando sempre para os seus olhos.
-Aí… tu deixas-me tão louco!!! Diz voltando a agarrar-me.
Eu voltei a empurrar o Tom, ele ficou um pouco amuado, mas lá se controlou e pouco depois chegamos finalmente ao piso 0. Quando saímos, o Tom colocou o seu braço á volta da minha cintura e eu fiz o mesmo, mas de repente enquanto nos estávamos a dirigir para a porta do hospital ele larga a minha cintura e agarra na minha mão começando de seguida a correr.
-O que é que se passa? Para onde é que me levas? Pergunto eu sem perceber o porque daquela correria.
-Estou a sequestrar-te! Diz parando e com um olhar malicioso.
-Mas para onde é que me levas? Volto a perguntar.
-Para o hotel, não podemos perder mais tempo! Eu não sei se consigo aguentar isto por muito mais tempo. Diz voltando a correr.
Finalmente percebendo porque daquela correria toda não consegui aguentar e soltei uma valente gargalhada. Quando chegamos ao parque de estacionamento o Tom larga a minha mão para poder tirar as chaves do bolso e abrir o carro. O seu R8 faz um leve barulho á avisar que o alarme está desligado e ele vem ao meu lado e abre-me a porta.
-Que querido! Obrigada! Digo eu agradecendo-lhe com um beijo.
-De nada. Por ti faço tudo! Diz sorrindo e fechando a porta.
Depois de já sentada naqueles bancos super confortáveis e fofos e de a minha porta estar fechada ele passa pela frente do carro em passos largos e abre a sua porta, entrando, colocando a chave na ignição e pondo-o a trabalhar. Quando já tinha-mos os cintos postos e ele se preparava para arrancar lembrei-me de uma coisa muito importante.
-Tom espera! Digo eu com ar de preocupada.
-O que é que se passa? Que cara é essa? Pergunta ele olhando a minha cara de preocupação.
-Com isto tudo nunca mais me lembrei. Esqueci-me de levantar a minha alta. Digo olhando para ele.
-UPS, pois é. Não te preocupes, eu levo-te até á porta do hospital e vais lá num estantinho busca-la. Eu até iria lá por ti, mas tu tens que assinar o papel em como levantaste a alta e isso eu não posso fazer por ti. Diz ele acelerando em direcção á porta do hospital.
-Oh, não te preocupes com isso meu amor, eu vou lá e volto muito rápido para os teus braços! Digo eu sorrindo.
-(sorri). Desculpa amor. A culpa foi minha, eu é que não consigo aguentar este desejo todo, parece que vou rebentar. Diz ele tristonho.
-Oh meu amor, não penses nisso, a culpa não foi tua. Eu consigo perceber como te sentes, mas eu prometo que sou rápida e que depois vamos direitinhos para o hotel para te arrancar esse desejo todo! Digo eu dando-lhe um leve beijo na face.
-(sorri). Obrigada. Foste a coisa mais… preciosa que encontrei! Diz ele retirando uma das mãos do volante e vindo ao encontro com uma das minhas.
-AMO-TE MUITO Tom! Não fazes ideia de quanto eu te amo! Amo-te desde da primeira vez que te vi e não me arrependo nada! Digo eu agarrando na sua mão e beijando-a.
-Mesmo sabendo como é que eu era? Pergunta ele retribuindo o beijo que lhe tinha dado na minha mão.
-Eu nunca acreditei naquilo que mostravas ser. Digo eu ainda segurando na sua mão.
-Não??? Pergunta ele admirado.
-Não! Eu sabia que eras mulherengo, convencido, que te achavas o melhor em tudo, que não acreditavas no amor verdadeiro, mas também sabia que quando encontrasses a rapariga perfeita, a que mexe-se com o teu coração, tudo o que tinhas escondido iria sair cá para fora. E não te vou mentir que sempre sonhei que essa rapariga fosse eu, não tenho porque te mentir. Digo eu dando conta que já estávamos parados mesmo em frente da porta do hospital.
-Amas-me assim tanto? Diz ele agora olhando nos meus olhos.
-Nem imaginas o quanto! Digo eu muito concentrada no seu olhar.
-É verdade que me despertas sentimentos diferentes que nunca senti por outra rapariga, mas eu não tenho a certeza se é amor ou não. Eu preciso de pensar. Diz ele agarrando-me nas mãos de novo e baixando o olhar.
-Tom?! Digo eu levando a minha outra mão ao seu queixo e elevando o seu olhar até ao meu. -Eu prefiro que tenhas a certeza e que o digas com sentimento do que sejas falso comigo e me enganes em relação aos teus sentimentos. Pensa o tempo que quiseres, eu não tenho pressa nenhuma, apenas quero estar contigo o mais tempo possível. Digo eu olhando nos seus olhos e depositando um beijo nos seus lábios.
-Rita… Adoro-te muito e quero que estejas sempre comigo! Diz ele retribuindo o meu beijo.
-Tom…? Neste momento não sei se a palavra amo-te é suficiente para designar todo o sentimento que o meu coração nutre por ti, nunca me senti assim por ninguém, por nenhum outro namorado, … ou melhor, o que eu sinto por ti não se aplica a NENHUM dos meus namorados. Digo eu concentrada nos seus olhos castanhos-claros.
-Rita… Eu… Diz ele sem saber o que dizer.
Por momentos ficamos ambos fixados no olhar um do outro sem pestanejar uma única vez. Até que ele se aproxima de mim muito lentamente e sem eu estar á espera sussurra-me ao ouvido amo-te, eu nesse momento fiquei em choque, mas ao velo recuar e se fixar apenas no meus olhos, voltei a mim.
-Tens a certeza? Pergunto escondendo a minha felicidade.
-Absoluta! Tu és a mulher por quem eu esperei estes anos todos. Diz ele aproximando-se de mim novamente, mas desta vez depositou um suave beijo nos meus lábios.
Enquanto as nossas línguas dançavam ao som da mesma música, nos cantos dos meus olhos nasciam varias gostas de água salgada que saltitavam pelo meu rosto a baixo. Quando ele quebrou o beijo e olhou para mim, viu que da minha face escorriam varias lágrimas, lágrimas essas de pura felicidade. Eu continuava a olhar para os seus olhos, esses neste momento pareciam puros e verdadeiros brilhantes. Estava tão fascinada com o brilhar dos seus olhos que já nem sabia se estava ou não a chorar, mas o Tom confirmou-me quando levantou a sua mão direita e com o seu polegar me secou muito suavemente o rosto.
-Porque é que estas a chorar? Pergunta-me ele com preocupação escrita no seu rosto.
-Por… Pura felicidade! Eu Amo-te tanto, mas tanto! Digo eu abraçando-o com força.
Bom pesso muita desculpa pelo atraso, mas tive algum tempo sem net em casa =/
Mas ja tenho de novo, mas nao sei kuando e ke posto o proximo.
Estou um pouco atrasada na historia, mas logo ke possa posto!
Beijinhos***